Setor vê pouca eficácia em restrição de acesso direto a medicamentos
23 de Agosto de 2009 | Veja mais: Notícias
Farmácias e drogarias já começam a se preparar para atender clientes de acordo com as novas regras da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas, empresários do setor não acreditam que a medida seja capaz de alcançar o objetivo de evitar a automedicação.
A partir de agora, os medicamentos não podem mais ficar ao alcance dos clientes e deverão ser mantidos pelo lado de dentro do balcão. Embora os estabelecimentos tenham prazo de seis meses para adaptação às novas regras, algumas mudanças já começaram.
A farmacêutica Cibele Besse, da Drogaria Danielli, vinha acompanhando o noticiário sobre o assunto e alertou a direção do estabelecimento. “Como seriam feitas algumas modificações na drogaria, já começamos a tirar os remédios das prateleiras para colocamos atrás dos balcões”, informou.
Entretanto, apesar do esforço da Anvisa, a automedicação não acabará, pensa Cibele. “Vai ajudar a diminuir, mas acabar, não. É hábito já do brasileiro, principalmente para antiácidos. Quando ficavam nas prateleiras, o pessoal já procurava e comprava”, relata.
REGRAS
Estão liberados para livre acesso aos consumidores apenas os medicamentos fitoterápicos, que não precisam de receita médica. As farmácias e drogarias podem fazer medição de pressão arterial, aplicar medicamentos e furar orelhas. Os remédios com tarja preta somente podem ser comprados pessoalmente. As vendas pela internet ou telefone são liberadas somente para estabelecimentos com portas abertas.
Fonte: Jornal O Popular de Mogi Mirim.
